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Heatsinks / Dissipadores - Características Principais

Encontramos dissipadores de calor, em diversos componentes do computador. A função de um dissipador de calor é a de captar a energia térmica (calor) de um componente com uma temperatura mais elevada.

Os materiais comumente usados para a construção dissipadores passivos são o alumínio e o cobre. Por ser mais barato e leve, o alumínio é o mais utilizado, mas o cobre é o mais eficaz, embora seja mais pesado (três vezes em relação ao alumínio) e muito mais caro (seis vezes em relação ao alumínio).

Um dissipador de calor, transfere energia térmica de um meio com uma temperatura mais elevada, para outro meio fluido com uma temperatura mais baixa. O meio fluido é frequentemente o ar, mas também pode ser um líquido, como por exemplo a água ou o óleo. O objetivo é controlar a temperatura de determinado componente, evitando que atinja o nível em que pode danificá-lo.

Como tal, o desenvolvimento e construção de um dissipador passivo, é um projeto de engenharia que obedece a diversos parâmetros, como o cálculo de calor a dissipar, dimensões das lâminas, dimensões da base, materiais a utilizar, etc.

Neste contexto, um dissipador passivo que é desenvolvido para um determinado componente e poderá não servir para outro idêntico. Por exemplo, um dissipador desenvolvido para um determinado processador, poderá não ser conveniente para outro.

O projeto dará como resultado um componente com um determinado formato, o qual será sujeito a testes diversos, como por exemplo, testes de queda de pressão e testes de resistência térmica. Dois exemplos de dissipadores para CPU:

Dissipador Ativo, Dissipador Passivo, Active Heatsink, Passive Heatsink

Existem dois tipos de dissipadores:

  • Ativos - Têm uma Fan (ventoinha) incorporada. O exemplo de um dissipador ativo, é a cooler do CPU;
  • Passivos - Não tem Fan incorporada.
Especificações a Considerar na Escolha de Um Dissipador
  • Material utilizado na construção – normalmente é em alumínio. Existem dissipadores com a base em cobre e as lâminas em alumínio, que são mais eficazes (e mais caros). O dissipador ótimo será o construído todo em cobre (muito raros e muito caros).
  • Compatibilidade com o componente a arrefecer – por exemplo, se o dissipador se destina a uma placa gráfica, verifique se é adequado para o chipset e para o modelo. O mesmo acontece com dissipadores para CPU e para chipset. Isto não só devido ao projeto do dissipador, mas também devido aos encaixes no componente;
  • Dimensão - À medida que a quantidade de dissipação de energia no dispositivo aumenta, o tamanho do dissipador de calor tem de aumentar para permitir uma maior área de superfície a ser exposta ao ambiente. Por conseguinte, quanto maior for o dissipador melhor.
  • Quantidade e Design das aletas- Quanto maior é a superfície do dissipador, maior será a quantidade de aletas. A existência de mais aletas é a melhor solução mas com equilíbrio. Isto porque mas quanto maior for a quantidade de aletas, menor é o espaçamento entre elas; menor espaço, menor fluxo de ar, logo menor dissipação. Encontrar o ponto de equilíbrio, é a melhor opção, ou seja, que existam mais aletas, mas devidamente espaçadas entre si.

Em conclusão, apesar da aparente facilidade com que encaramos um dissipador, na realidade é um componente muito complexo, isto quando devidamente projetado. Por conseguinte, a opção por dissipadores de fabricantes conceituados, é uma boa forma de ter a certeza que não vai ser enganado.

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Autor: José JR Crispim
Publicado em: Junho de 2013

Nota: se verificar alguma incorreção no presente artigo ou pretender acrescentar algo mais, pode enviar-me um e-Mail. Publicarei a correção e colocarei o autor da mesma.

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